| HISTÓRICO Editora Vozes |
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Sua História tem ínicio com o entusiasmo e a visão de dois frades franciscanos que, ainda no final do século passado, empenharam-se no empreendimento de uma tipografia. Na oficina montada para imprimir o jornal O Estado o qual, na verdade, jamais chegou a ser publicado , Frei Inácio Hinte descobriu uma velha máquina impressora, da marca Alauzet. A pedido do frade, a máquina, sem préstimo e em péssimo estado, foi cedida ao convento franciscano de Petrópolis, sendo tal pedido aprovado e estimulado por seu superior, Frei Ciríaco Hielscher, Frei Inácio que na Alemanha fora aprendiz de tipógrafo, não tardou a mergulhar na tarefa de restaurar a máquina, enquanto o Guardião instava às autoridades da Província que lhe concedessem licença para utilizá-la, visando à impressão de livros para a Escola Gratuita São José, fundada em 1897, por aquela mesma ordem religiosa. Finalmente, a 5 de março de 1901, a licença foi concedida e a oficina tipográfica, uma vez instalada nos porões do convento passou a chamar-se Tipografia Escola Gratuida São José, sendo dirigida pelo mesmo Frei Inácio, que permaneceu à sua frente até 1947. A expansão da tipografia começou breve, uma vez que os compêndios escritos para alunos da Escola São José começaram a ser encomendados por várias outras escolas católicas. Cabe ressaltar que esse material didático teve papel fundamental no movimento de resistência da Igreja Católica contra o avanço da filosofia positivista, então crescente. A partir do êxito daquelas publicações, a tipografia começou a produzir outras obras destinadas ao público católico, entre elas, ainda em 1907, a revista Vozes de Petrópolis, a qual, tendo chegado a todos os estados do país, tornou-se mais conhecida do que a própria editora, terminado por renomeá-la, em 1911. A relevância dos serviços prestados pela editora é, de fato, inegável. A Vozes tem sido, desde seus primeiros tempos, o maior veículo de divulgação de cultura religiosa do Brasil, fomentando os movimentos intelectuais católicos, donde surgiram figuras do porte de Tristão de Athayde e Gustavo Corção, entre tantos outros. Muitos dos mais importantes livros escritos no mundo sobre temas cristãos foram, como a Imitação de Cristo, traduzidos pela empresa franciscana. Nos anos 70, durante o período de repressão, a editora destacou-se pela corajosa publicação de obras em defesa da liberdade, como Tortura Nunca Mais e a Voz dos Vencidos, e também pela publicação de livros fundamentais para o estudo acadêmico, sobretudo nas áreas de teologia, filosofia e psicologia. Hoje, depois de espalhar filiais pelo Rio de Janeiro, São Paulo, e Belo Horizonte, bem como lojas por todo o país, a Editora Vozes está entre as cinco maiores do Brasil. Seu lucro é reinvestido na empresa e é destinado a obras assistenciais. A editora produz 15 novos títulos a cada mês, além de reimprimir outros 30 ou 40. Sobressaindo ainda por sua linha editorial segura e diversificada, a Vozes prova que, ao contrário do que muitos insistem em dizer, o Brasil desfruta de um imenso potencial dentro da indústria cultural. |
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